terça-feira, 27 de dezembro de 2011
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
História da Moto Amazonas
Luiz Antonio Gomi e José Carlos Biston foram os mecânicos idealizadores desta engenhoca com mais de 300 kg, equipada com motor Volkswagen a ar de 1500cc, utilizado no Fusca.
A Amazonas, também chamada de Motovolks, nasceu no início dos anos de 1970 sendo a primeira moto no mundo a ter marcha à ré, além de ser uma verdadeira salada de peças de carros e caminhões da época.
O câmbio, da marca Volks, tinha a ré em alavanca à parte, para que não fosse confundida com as outras marchas, as quais eram acionadas pelo pé esquerdo, como nas motocicletas convencionais.
Inicialmente de Brasília, o câmbio seria mais tarde trocado pelo do Gol, com relações de marcha mais adequadas. A embreagem era monodisco e comandada a cabo, assim como o trambulador, desenvolvido para uso no lado esquerdo da moto.
O par final do câmbio era o do esportivo SP2, de relação 3,875:1 (31 x 8 dentes), mais longa que a dos outros VW. A transmissão final utilizava corrente, mais simples de fabricar que um cardã, empregado pela maioria das motos estradeiras acima de 1000 cm³.
A suspensão traseira contava com duas molas auxiliares, paralelas às originais e, na dianteira, dois amortecedores de direção do Fusca, colocados lateralmente aos telescópicos dianteiros. O sistema de freios era composto por dois discos de Ford Corcel na frente e apenas um atrás, com pinças do VW Variant, sendo usado o cilindro mestre do Fusca.
Para a estrutura, foram utilizados pedaços dos quadros de uma Harley-Davidson e de uma Indian 1200 de 1950. A parte inferior foi construída artesanalmente e, inclusive, aprovada pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas da USP.
Um tanque de combustível de 24 litros, carenagens laterais atrás do motor, banco largo, farol retangular, itens cromados em profusão, dois porta-objetos no pára-lama traseiro e um bagageiro eram outros itens chamativos do conjunto.
O painel era composto por velocímetro e conta-giros, emprestados do esportivo Puma, além de luzes-piloto. Uma luz vermelha indicava o uso da marcha à ré, com engate pela alavanca à direita.
Em 1978, depois da venda do projeto dos mecânicos ao grupo Ferreira Rodrigues, foi lançada para o consumo nacional a primeira Amazonas, que atraiu a atenção de milhares de pessoas, até daquelas que não se interessavam por motos. O ano marcaria também a produção de um modelo a álcool, uma incrível inovação para a época.
As versões da moto “dinossauro” eram variadas: Turismo Luxo, Esporte Luxo e Militar Luxo da Amazonas. Com 2,32 metros de comprimento e 1,67 m entre eixos, era muito maior e mais pesada que qualquer moto nacional — e uma das mais avantajadas do mundo.
Em testes para a imprensa, a grande moto obteve velocidade máxima entre 133 e 144 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em 8,7 a 10,3 segundos. O consumo em cidade era de 11 km/L, e em estrada, de até 16 km/L.
A Amazonas ganhou destaque pelo mundo, sendo exportada para várias partes do planeta, como Japão, EUA, França, Suíça e Alemanha. A extinção do modelo aconteceu em 1988, mas uma série especial, com seis motos, ainda foi produzida no ano seguinte, fechando a trajetória de um trabalho revolucionário.
Depois de uma década afastada do mercado, a Amazonas decidiu retomar suas atividades. Para tanto, definiu, projetou e desenvolveu uma nova linha de produtos de duas rodas em colaboração
A Amazonas, também chamada de Motovolks, nasceu no início dos anos de 1970 sendo a primeira moto no mundo a ter marcha à ré, além de ser uma verdadeira salada de peças de carros e caminhões da época.
O câmbio, da marca Volks, tinha a ré em alavanca à parte, para que não fosse confundida com as outras marchas, as quais eram acionadas pelo pé esquerdo, como nas motocicletas convencionais.
Inicialmente de Brasília, o câmbio seria mais tarde trocado pelo do Gol, com relações de marcha mais adequadas. A embreagem era monodisco e comandada a cabo, assim como o trambulador, desenvolvido para uso no lado esquerdo da moto.
O par final do câmbio era o do esportivo SP2, de relação 3,875:1 (31 x 8 dentes), mais longa que a dos outros VW. A transmissão final utilizava corrente, mais simples de fabricar que um cardã, empregado pela maioria das motos estradeiras acima de 1000 cm³.
A suspensão traseira contava com duas molas auxiliares, paralelas às originais e, na dianteira, dois amortecedores de direção do Fusca, colocados lateralmente aos telescópicos dianteiros. O sistema de freios era composto por dois discos de Ford Corcel na frente e apenas um atrás, com pinças do VW Variant, sendo usado o cilindro mestre do Fusca.
Para a estrutura, foram utilizados pedaços dos quadros de uma Harley-Davidson e de uma Indian 1200 de 1950. A parte inferior foi construída artesanalmente e, inclusive, aprovada pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas da USP.
Um tanque de combustível de 24 litros, carenagens laterais atrás do motor, banco largo, farol retangular, itens cromados em profusão, dois porta-objetos no pára-lama traseiro e um bagageiro eram outros itens chamativos do conjunto.
O painel era composto por velocímetro e conta-giros, emprestados do esportivo Puma, além de luzes-piloto. Uma luz vermelha indicava o uso da marcha à ré, com engate pela alavanca à direita.
Em 1978, depois da venda do projeto dos mecânicos ao grupo Ferreira Rodrigues, foi lançada para o consumo nacional a primeira Amazonas, que atraiu a atenção de milhares de pessoas, até daquelas que não se interessavam por motos. O ano marcaria também a produção de um modelo a álcool, uma incrível inovação para a época.
As versões da moto “dinossauro” eram variadas: Turismo Luxo, Esporte Luxo e Militar Luxo da Amazonas. Com 2,32 metros de comprimento e 1,67 m entre eixos, era muito maior e mais pesada que qualquer moto nacional — e uma das mais avantajadas do mundo.
Em testes para a imprensa, a grande moto obteve velocidade máxima entre 133 e 144 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em 8,7 a 10,3 segundos. O consumo em cidade era de 11 km/L, e em estrada, de até 16 km/L.
A Amazonas ganhou destaque pelo mundo, sendo exportada para várias partes do planeta, como Japão, EUA, França, Suíça e Alemanha. A extinção do modelo aconteceu em 1988, mas uma série especial, com seis motos, ainda foi produzida no ano seguinte, fechando a trajetória de um trabalho revolucionário.
Depois de uma década afastada do mercado, a Amazonas decidiu retomar suas atividades. Para tanto, definiu, projetou e desenvolveu uma nova linha de produtos de duas rodas em colaboração
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
A ORIGEM E A HISTÓRIA DOS MOTOCLUBES

Moto Clubes são associações baseadas na irmandade e tradições motociclistas, possuem um estatuto que rege seus membros e existe uma forte estrutura hierárquica organizacional. Hoje em dia precisamos diferenciar um verdadeiro Moto Clube dos milhares de grupos populares que existem por aí, ou moto grupos. Moto Grupos são associações sem compromissos, normalmente formadas por amigos, não possuem estatuto e não se preocupam em ter uma estrutura baseada em ideais. Gostam de se espelhar visualmente nos moto clubes, inclusive criando patentes fictícias, mas sem criar vínculos de responsabilidade. Muita coisa mudou... os tempos eram outros na época que surgiram os primeiros MC, não faz sentido querermos escrever a nossa história com tintas de uma época que não seja a nossa, mas podemos escrever perpetuando as coisas boas que herdamos dos “antigos”, por que afinal, foram eles que começaram todas essa estória, que está presente no verdadeiro biker ou até mesmo no cidadão fantasiado que só quer tirar vantagem. Para entender melhor essa história, vamos voltar a época do surgimento dos Moto Clubes, que de certa forma, é uma história complexa, pois vale salientar que os primeiros Moto Clubes surgiram numa época ultra conservadora, onde qualquer comportamento que saísse desse eixo conservador era marginalizado e combatido. Á informações que associam o surgimento, em parte, ao final da segunda guerra mundial, mas a história começou bem antes...
Em 1897, um cara chamado George Eller que morava em Nova York EUA vivia pedalando por lá com sua galera. Esse grupo se chamava Yonkers Bicycles Club, isso mesmo, um clube de bicicletas. Em 1903 com o lançamento das primeiras Harley Davidson e Indians, essa galera não teve dúvidas, passaram das bicicletas para as motocicletas. Fundaram os Yonkers Motorcyles Club, o primeiro MC que se tem notícias. Aos poucos motociclistas de diversas partes do vasto território americano foram se reunindo e fazendo algumas viagens juntos, em pouco tempo, dezenas de Moto Clubes foram criados. Os membros usavam suéteres idênticos e personalizados com algum tipo de símbolo que os diferenciava dos demais, rodavam juntos e nos fins de semana suas rivalidades eram resolvidas em corridas amadoras de subida de montanhas, era a forma criada para fugir dos olhos da polícia, já que não podiam fazer nada se o dono da fazenda concordasse. Um dos mais famosos eram os 13 Rebels MC.

Os 13 Rebels Motorcycle Club (13 RMC) foi iniciado em 1937 por Ernest "Tex" Bryant. O MC era, e ainda faz parte da Motorcycle Association (AMA) ao qual foi sancionado na mesma data. Embora não seja o mais antigo clube de motocicleta dos E.U. (que é o MC Yonkers de Yonkers, NY fundado em 1903), os RMC tem uma história de corridas ganhas tanto em provas amadoras como profissionais, graças a alguns de seus membros que se arriscavam em uma rivalidade com outros moto clubes que também tinham grandes pilotos( yellow jackets MC, Jackrabbits MC, Sharks MC e Wing Nuts MC, seus principais rivais ). Foi essa rivalidade a princípio que chamou a atenção das grandes fábricas da época como a Harley Davidson e a Indian para as corridas amadoras que logo passaram a patrocinar alguns desses corredores e organizar as provas junto a AMA.
Enquanto isso do outro do Atlântico a história percorria outros caminhos...

Europa 1906, um grupo de motociclistas aficionados por velocidade estavam num jantar comemorativo no Auto Cycle Union, na Inglaterra, em meio a debates sobre a repreensão da policia, um meio de disputar corridas e resolver a rivalidade entre ingleses, escoceses e irlandeses de uma forma esportiva e justa. Resolveram criar uma corrida longa em estradas e ruas, fora dos tradicionais circuitos ovais de madeiras que existiam. Como era proibido na Inglaterra, a corrida iria acontecer numa ilha da Irlanda, onde havia uma travessia por ferry-boat. Essa ilha ficava centralizada entre a Escócia, Irlanda e Inglaterra. A ideia recebeu todo apoio do governo independente da ilha, ávidos por contrariar sua majestade. Surge em 1907 a Tourist Trophy Isle of Man ou TT Isle of Man, a primeira corrida de motocicletas que se tem notícias. O “circuito” tinha 25km de extensão e passava por estradas estreitas atravessando pequenas cidades. A primeira prova teve 10 voltas num total de 250km. Esse corrida ficou eternizada como a corrida mais louca e perigosa do mundo, sendo realizada e cultuada até hoje. Mais de 200 motociclistas perderam suas vidas nessa pista, de 1907 aos dias de hoje. Com esse evento, ao longo do tempo, alguns grupos de motociclistas europeus que se reuniam para a confraternização começaram a se organizar e a andar juntos. Essa irmandade era inevitável, visto que eles eram na época verdadeiros outsides. O mais famoso grupo europeu foi os Rockers, remanescentes de um grupo mais antigo chamado de Teddy Boys( grupo que cultuava o Rock and Roll e as motocicletas).

Voltando aos EUA...
Alguns dos membros do lendário clube dos 13 Rebels foram campeões nas famosas corridas de montanhas, entre eles o lendário Arden Van Scykle. Em 1946, quando um dos membros chamado Willie Forkner após colidir com uma barreira durante uma corrida ( em El Cajon, California ) perdendo a prova, saiu rindo e tirando onda, os 13 Rebels não gostaram e o expulsaram da montanha. Insatisfeito, saiu para beber e encontrou alguns veteranos da grande guerra que também eram motociclistas, ele já descontente com o clube que não apoiava seu comportamento extravagante, pediu para sair. Assim, "Wino" Willie Forkner se juntou a estes homens e juntos formaram o "Boozefighters MC" (BFMC). O grupo empurrou os limites das suas motos em corridas a velocidades extremas. Como o nome do grupo sugere, você pode ter certeza não havia nenhuma falta de malte, cevada e vinho. Esta combinação de velocidade e bebida ajudou a obter uma reputação indesejável com a população em geral. Com o passar do tempo, houve uma mudança de comportamento e os clubes sobreviventes ( inclusive os Boozefighters ) passaram a seguir por um caminho mais consciente, em parte gerada pela dor das perdas de membros em acidentes envolvendo álcool e velocidade e em outra pelos constante desentendimentos entre membros.

Foras da Lei...

O que aconteceu em Hollister foi um incidente isolado que foi deturpado pela revista "life" na época e retratado no filme Wild One como um confronto entre moto clubes e a consequente tomada da cidade por parte dos mesmos. A verdade é que houve algumas brigas e arruaças em parte criada pelas rivalidades das pistas, em parte por um grupo de motociclistas cansados de corridas e bebedeiras sem fim, que estavam afim de organizar um moto clube tomando como exemplo os moldes militar, mas nada parecido com o que foi retratado de forma exagerada e tendenciosa. A capa era um motociclista bêbado sentado em sua moto com um monte de cacos de cerveja no chão. Tachar todos por alguns é um grande erro e mostra a manipulação de informações voltados para o sensacionalismo( pratica comumente usada). Mas foi depois de Hollister que surgiram os primeiros Hell Angels MC( formado por dissidentes dos Pissed off Bastard e de diversos outros grupos). Entre 1948 e princípios dos Anos 70’, com o fim da guerra do Vietnan os clubes de motociclistas (não aliados a AMA) se espalharam para fora da Califórnia estabelecendo um novo capítulo na história do motociclismo nos Estados Unidos. Surgia os Outlaws Motorcycle Clubs tais como os Sons of Silence Motorcycle Club, no meio oeste, os Bandidos Motorcycle Club, no Texas; os Pagans Motorcycle Club, na Pennsylvania; entre outros. O conflito do Vietnam (1958-1975) pode ser visto como um dos fatos mais recentes que contribuíram para o aumento dos Outlaws Motorcycle Clubs. Se o retorno dos veteranos da 2ª guerra foi um fator que auxiliou na formação desses moto clubes, o conflito do Vietnam foi à pólvora que faltava para explodirem. Veteranos desse conflito eram humilhados pela população em geral. Chegaram a ser rotulados de “bebês assassinos”. Alguns receberam cusparadas e xingamentos nos aeroportos e, muitas vezes, foram recusados em bons empregos, isso após “terem cumprido com o seu dever” para com o país. No meio dessa confusão surgem os moto clubes 1%. Eles emergem em uma escala nacional tendo como suporte o surgimento dos Outlaw Motorcycle Clubs. Para concretizar este nascimento, os clubes dominantes da época foram além. Observando a declaração atribuída a AMA (de que os arruaceiros eram apenas 1%), buscaram para si a responsabilidade de fazer parte daquele 1% que foi apontado em Hollister. Assim, criaram a organização sem regras explícitas, não alinhada a AMA, ou seja, assumidamente Outlaw Motorcycle Club e passaram a se identificar por meio de um emblema em forma de diamante com a inscrição 1%. Concordaram também em estabelecer limites geográficos ao qual cada MC teria domínio. Em 1965, o General Lynch liberou ao público um relatório que esmiuçava as atividades dos outlaw motorcycle clubs tais como os Hells Angels. O relatório de Lynch pode ser considerado como a primeira tentativa de se classificar os clubes de motocicleta como um perigo para a comunidade e para o estado, entretanto, se resumiu em afirmar que essas organizações possivelmente cometiam crimes como sedução de jovens inocentes, estupro e pilhagem em pequenas cidades. O relatório foi largamente contestado, até mesmo dentro das organizações do estado. A imprensa, no entanto, percebendo que a história dos Outlaw Motorcycle Clubs vendia bem passou a publicar diuturnamente o lado negativo dessa organização. Talvez Andrew Syder seja o que melhor esboçou o efeito do relatório de Lynch. Segundo ele, o relatório moldou o conceito de moto clube na opinião do cidadão americano de forma negativa. Essa afirmação pode ser compreendida quando se observa os noticiários da época e ainda os dos tempos atuais. Nada, ou pouco mudou.
Os moto clubes ainda são a melhor forma de expressar o motociclismo estradeiro e a cultura motociclista, é claro que ao longo desses anos alguns clubes com uma filosofia distorcida, mancharam nossa história procurando no banditismo o ponto central de suas ações camufladas nos ideais de liberdade e lealdade que os MCs possuem. Não se diferenciam muito dos moto grupos ou daqueles motociclistas que usam um escudo de MC para dizer que faz parte de um...para todos esses “motociclistas”, moto clube não passa de uma boa desculpa.
NOTA: Hoje alguns dos primeiros moto clubes como os Yonkers(reativado nos anos 80), 13 Rebels(reativado nos anos 80 também) e Boozefighters( este teve um declínio, quase desapareceu e voltou forte, hoje é um grande moto clube) foram “revividos” por motociclistas fartos com os Outlaws MCs, fartos com a falta de história, de cultura, de ideais nobres que representassem com dignidade o motociclista como ele é. Esses moto clubes são respeitados pela sua história, são admirados por sobreviverem e garimparem o que o motociclismo tem de melhor, a camaradagem, a fraternidade e o amor ao motociclismo com um estilo de vida que mescla nobreza com rebeldia que só os motociclistas possuem.

Como dito antes, a época era outra e os tempos mudaram, os Moto Clubes foram um pouco de tudo e hoje tem um tudo de pouco. Lições foram dadas e lições foram aprendidas... Mas o mais importante é que herdamos um pouco dessa história e juntos.
OBS: Um dos melhores acontecimentos que afetou e afeta ainda hoje o motociclista foi a ascensão da Honda Motorcycles. A Honda ao entrar no mercado americano modificou a forma de se comercializar motocicletas nos EUA, acabando com o sistema de consignações, obteve as primeiras colocações vendendo motos e carros na terra da Harley Davidson e de Henry Ford. Foi graças a esse “tapa na cara” na prepotência americana e europeia que temos hoje motocicletas de alta tecnologia, segurança e desempenho. Muitas marcas quebraram, mas as que se adaptaram fazem hoje motos fantásticas e de sonhos como a Ducati, Triumph e a própria Harley Davidson; e quem ganhou com tudo isso fomos nós.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
MOTORCYCLE CHOPPERS SALOON
SAUDADES DA EPÓCA DO SALOON
1° SALOON
1° SALOON
2° SALOON
2° SALOON
2° SALOON
2° SALOON
3° SALOON
3° SALOON
3° SALOON
3° SALOON
A PLACA AINDA EXISTE... SERÁ QUE
SURGIRA O 4° SALOON!?!?
SÓ O TEMPO DIRA! HAHAHAHA
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Indian - O Grande Desafio
O filme The World’s Fastest Indian (Indian - O Grande Desafio) é baseado numa história verídica de Burt Munro, um piloto da Nova Zelândia. Interpretado por Anthony Hopkins: em 1967, Munro, consegue obter um recorde mundial de 1000cc numa moto de marca indiana que foi modificada mecanicamente e coberta com uma carenagem mais aerodinâmica. Na altura do recorde, Munro tinha 68 anos e conduzia uma velha moto de 47 anos de idade. Este recorde permanece até hoje.
LINK PRA BAIXAR O FILME:
Easy Rider
Este filme de culto de 1969, também conhecido pelo nome Sem Destino, tem como protagonistas grandes lendas do cinema norte-americano e grandes motas. Como o tema musical Born to be Wild o filme de motos Easy Rider tem como seus protagonistas Peter Fonda e Dennis Hopper contando também com a participação de Jack Nicholson. As motas que apareceram no filme Easy Rider são as Harley Davidson Hydraglide modelos de 1949, 1950, e 1952.
LINK PARA BAIXAR O FILME:
Choppertown: The Sinners
Kutty Noteboom é um punk rock construtor de motos personalizadas que ergue a sua oficina com a ajuda do amigo Rico e dos restantes irmãos motards num documentário vencedor de prémios.
LINK PARA BAIXAR O DOCUMENTARIO:
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
A VENDA
VENDO MOTO MODELO COMET 250 NAKED DA KASINSKI DE COR PRETA ANO E MODELO 2010 COM APENAS 180km RODADOS, R$9.500,00. A MOTO SE ENCONTRA QUITADA E JÁ ESTÁ COM IPVA 2011 QUITADO, E EM ESTADO DE 0km. VENDO POR MOTIVO QUE RECEBI EM UM NEGOCIO E JA POSSUO OUTRA MOTO. A MOTO ESTÁ EM NATAL/RN TALLES RONEY TEL.: 84 8835-4504/ 84 9682-2533
VENDO OU TROCO, INTRUDER 250cc ANO 9, MOTO COSTUMIZADA NO ESTILO CHOPPER! VALOR R$5.500,00
IURI ESTRANHO - TEL 84 8893-9309. A MOTO ESTA EM NATAL/RN
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
sábado, 8 de outubro de 2011
MOTOCICLISTA...
Estranho personagem, esse tal de MOTOCICLISTA...
Fernando Drummond
Fernando Drummond
Difícil crer que seja possível preferir o desconforto de uma motocicleta, onde se fica instavelmente instalado sobre um banquinho minúsculo, tendo que fazer peripécias para manter o equilíbrio e torcendo para que não haja areia na estrada. Como podem achar bom transportar o passageiro, dito garupa, sem nenhum conforto ou seguranç...a, forçando o coitado a agarrar-se à pança do motociclista, sujeitando ambos a toda sorte de desconfortos, como chuva, ou mesmo aquela "ducha" de água suja jogada pelo carro que passa sobre a poça ao lado, ou de ficarem inalando aquele malcheiroso escapamento dos caminhões em uma avenida movimentada como a marginal Tietê, por exemplo, sem falar da necessidade de se utilizar capas, casacos e capacetes, mesmo naqueles dias de calor intenso. Isso tudo enquanto convivemos numa época em que os automóveis nos oferecem toda sorte de confortos e itens de segurança. Ar-condicionado, que permite que você chegue ao trabalho sem estar fedendo e suado; "air bags", barras laterais, cintos de três pontos, etc., que conferem ao passageiro uma segurança mais do que necessária; som ambiente; possibilidade de conversar com os passageiros (OS passageiros. ..) sem ter que gritar e assim por diante.
Intrigante personagem, esse tal de motociclista.
Apesar de tudo o que disse acima, vejo sempre em seus rostos um estranho e particular sorriso, que não me lembro de haver esboçado quando em meu carro, mesmo gozando de todas as facilidades de que ele dispõe.
Passei, então, a prestar um pouco mais de atenção e percebi que, durante minhas viagens, motociclistas, independente de que máquinas possuíssem, cumprimentavam-se uns aos outros, apesar de aparentemente jamais terem se visto antes daquele fugaz momento, quando se cruzaram em uma dessas estradas da vida.
Esquisito...
Prestei mais atenção e descobri que eles freqüentemente se uniam e reuniam, como se fossem amigos de longa data, daqueles que temos tão poucos e de quem gostamos tanto. Senti a solidariedade que os une. Vi também que, por baixo de muitas daquelas roupas de couro pesadas, faixas na cabeça, luvas, botas, correntes e caveiras, havia pessoas de todos os tipos, incluindo médicos, policiais, juízes, advogados, militares, etc. que, naquele momento, em nada faziam lembrar os sisudos, formais e irrepreensíveis profissionais que eram no seu dia a dia. Descobri até alguns colegas, a quem jamais imaginei ver paramentados tão estranhamente.
Muito esquisito...
Ao conversar com alguns deles, ouvi dos indizíveis prazeres de se "ganhar a estrada" sobre duas rodas; sobre a sensação deliciosa de se fazer novos amigos por onde se passa; da alegria da redescoberta do prazer da aventura, independente da idade; e da possibilidade de se ser livre e alegre, rompendo barreiras que existem apenas e tão somente em nossas mentes tão acostumadas à mediocridade.
Vi, ouvi e meditei sobre o assunto. Mudei a minha vida...
Maravilhoso personagem, esse tal de motociclista.
Muitas motos eu tive, mas jamais fui um verdadeiro motociclista, erro que, em tempo, trato agora de desfazer. Mais que uma nova moto, a moto dos meus sonhos. Mais que apenas uma moto, o rompimento dos grilhões que a mim impunham o medo e o preconceito e que por tanto tempo me impediram de desfrutar de tantas aventuras e amizades.
Quem sabe o tempo que perdi e as experiências que deixei de vivenciar.
Se antes olhava-os com estranheza, mesmo sendo proprietário de uma moto (mas não um motociclista) , vejo-os agora com profunda admiração e, quando não estou junto, com uma deliciosa pontinha de inveja.
O interessante, é que conheço pessoas que jamais possuíram moto, mas que estão em perfeita sintonia com o ideal motociclista.
Algumas chegam até mesmo a participar de encontros e listas de discussão, não que isto seja imprescindível ou importante. O que importa é a filosofia envolvida.
Hoje, minha garupa e eu, montados em nossos sonhos, planejamos, ainda timidamente, lances cada vez maiores, sempre dispostos a encontrar novos velhos amigos, que certamente nos acolherão de braços abertos.
Talvez, com um pouco de sorte, encontremos algum motorista que, em seu automóvel, note e ache estranho aquele personagem que, passando em uma motocicleta, com o vento no rosto, ainda que sob chuva ou frio, mostre-se alheio a tudo e feliz, exibindo um largo e incompreensível sorriso estampado no rosto.
Quem sabe ganharemos, então, mais um irmão motociclista para o nosso grupo
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
terça-feira, 4 de outubro de 2011
FOR SALE Suzuki GT 380 1974
Suzuki GT 380
For sale!
Motor completo
Tanque inteiro, sem amassados
Este é o lado direito do motor onde é o platinado.
A carcaça esta quebrada e faltando a tampa.
Visor do reservátorio de óleo 2 tempos.
Conjunto de carburadores completo.
Lanterna trazeira inteira.
Tampas laterais inteiras.
Velocimetro inteiro.
Rodas da CB 400.
Mais detalhes via e-mail harley.1977@hotmail.com
TEL.: 84 8708-9711/ 84 9157-4287
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